UMA NOVA MANEIRA DE OLHAR PARA AS NOTÍCIAS

Com as redes sociais a clipagem de notícias ganhou novos desafios. Veja como evoluir!

No século passado muitas empresas confiavam numa coleção de artigos chamada clipping ou clipagem para compreender como seus esforços de Comunicação e Relações Públicas haviam reverberado entre os principais veículos de comunicação do país.

Esta coleção, no entanto, não possuía grandes métricas. E muitos relatórios de clipping insistiam em usar métricas bem antigas como centímetro por coluna, ou seja, a reputação da marca nos noticiosos era contabilizada medindo quantas colunas do jornal a notícia ocupava e quantos centímetros de altura tinham. Talvez por isso réguas são frequentemente encontradas em escritórios de Relações Públicas!

Vieram as redes sociais e a mensuração de notícias ganhou novos desafios. Alguns deles:

  1. Os veículos de comunicação se multiplicaram (como os pokémons): Estadão e O Globo se juntaram a novos nomes como Midia Ninja, Catraca Livre e O Antagonista, apenas para citar alguns exemplos brasileiros. Sem falar de Mashable, Huffington Post e outros exemplos internacionais. Muitos destes novos nomes do jornalismo nunca saíram (nem sairão) em edição impressa. Ou seja, esqueça a métrica “cm x coluna” e guarde sua régua;
  2. As redes sociais reverteram a lógica do poder de fogo em comunicação: um post no Facebook do Mídia Ninja ou de uma página desconhecida pode alcançar muito mais leitores do que uma capa do Estado de S.Paulo;
  3. O comentário do leitor passou a fazer parte da notícia: Quantas vezes os comentários em redes sociais não se tornaram mais importantes que a notícia? E quantas vezes o cliente citado positivamente na notícia tem sua reputação rechaçada nos comentários?;
  4. Acabaram os formatos de mídia, todos competem com todos: Por fim, a confluência das mídias faz com que TVs, Rádios, Jornais ou Páginas da internet se tornem apenas Noticiosos. Um Jornal impresso pode apresentar um telejornal ao vivo no Facebook e um grupo no Whatsapp pode ter informação local mais relevante que uma rádio. Ou seja, as mídias não definem mais os formatos. Este também é um desafio para mensuração da reputação de marcas pois hoje tanto a mídia digital quanto as mídias tradicionais convivem lado a lado.

 

Dados os desafios acima, que são apenas alguns, o que uma empresa ou marca pode fazer para compreender a extensão de sua reputação entre os noticiosos?

  1. Defina quais os noticiosos que você irá monitorar e se relacionar: monitore todos eles, mas não apenas de forma genérica, busque ganchos para suas pautas e compreenda a opinião de cada um sobre os temas de interesse da sua marca. Abra a cabeça pois o conceito de “noticioso” está mais amplo;
  2. Monitore também perfis de jornalistas e editores: isso é fácil, sobretudo no Twitter, quando você pode filtrar pela BIO “jornalista”, “repórter” ou “editor(a)”. Olhando diretamente para quem decide a pauta pode ajudar a influenciar no que será enviado para cada veículo;
  3. Descubra quem são os jornalistas que seguem sua marca e compare com os concorrentes: que marcas atraem mais jornalistas?
  4. Descubra a pauta da pauta: depois de mapear editores e jornalistas descubra quem eles seguem ou retuítam com frequência. Ou seja, que tipo de conteúdo consomem?
  5. Monitore os comentários das notícias: descubra como sua marca ou empresa foi percebida pelos leitores. Isso é mais importante até do que monitorar as notícias publicadas.

 

Quais as métricas?

Para demonstrar como melhorar a medição de notícias criamos um dashboard com o Buzzmonitor que monitora as páginas no Facebook de 85 veículos de comunicação brasileiros – desde os mais tradicionais aos mais novos, sem diferenciar formato (TV, Rádio, Jornal ou Revista), afinal todos competem pelo mesmo alcance no Facebook.

Em nosso dashboard damos sempre a visão real-time dos dados das últimas 24h e não buscamos nenhuma marca específica (contudo, é possível ter um dashboard similar focado em marcas ou interesses). Dessa forma, dividimos nosso dashboard em 8 widgets (clique nos gráficos para ampliá-los):

1. Temas noticiados: termos mais comuns entre as matérias publicadas pelos veículos;

 

2. Hashtags mais noticiadas: hashtags mais utlizadas pelos veículos;

 

3. Notícias por hora: horários de publicações dos noticiosos;

 

4. Jornais mais ativos: veículos mais ativos em número de publicações próprias;

 

5. Temas mais discutidos pelo internauta: termos mais comuns citados nos comentários pelos internautas;

 

6. Horários de engajamento do internauta: horário de maior atividade de comentários;

 

7. Internautas mais engajados: quem mais publica em comentários e número de publicações;

 

8. Hashtags mais usadas pelos internautas: hashtags que os leitores mais usam nos comentários.

 

Dentres os dados que você poderia explorar para sua marca num dashboard personalizado estão:

  1. Percentual de uma notícia específica dentro do total de notícias;
  2. Engajamento de uma notícia (comments, likes e shares);
  3. Análise qualitativa das notícias publicadas pelos veículos e dos comentários dos leitores (tópicos, sentimento);
  4. Localização das notícias por estado e cidade.

Além disso, o processo de monitoramento de menções a sua marca pode ser totalmente automatizado com:

  • Alertas por e-mail 24×7;
  • Triggers: notícias com um termo negativo podem ser encaminhadas diretamente para um comitê de crise;
  • Classificação de Sentimento: pode ser automatizada quando um determinado termo negativo for mencionado.

 

Adeptos do PokémonGO passam mais tempo a jogar do que no Facebook

Publicado em Meios & Publicidade

Sete dias apenas após o lançamento oficial, o Pokémon Go era já um fenómeno mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, o jogo da Nintendo já conquistou mais de 65 milhões de utilizadores, ultrapassando a aplicação Tinder em número de downloads e o recorde do Candy Crush. De acordo com a mais recente análise realizada pela E.Life, um jogador do Pokémon GO gasta mais tempo no jogo do que no Facebook, Instagram ou Snapchat. Em média, um internauta passa 33 minutos diários a jogar Pókemon Go, mais 11 minutos do que aqueles que despende diariamente na rede de Mark Zuckerberg.
A grande febre lançada pela Nintendo – e segundo a BBC – ultrapassou, em número de tweets, o Brexit e o Euro 2016, trazendo já à empresa um lucro aproximado de 14 mil milhões de dólares. Ainda no Twitter, um estudo recentemente realizado pela E.Life, em que foram analisados 23 mil tweets, revela que o Pokémon GO está a dividir os internautas, uma vez que 45 por cento da amostra demonstra uma postura negativa perante o jogo, contra 41 por cento de comentários positivos.
Para fazer face à maior febre do momento, o Snapchat já criou uma nova “história” chamada “Catch Those Pokémon!”, onde os jogadores podem, por exemplo, partilhar as suas capturas, bem como as localizações de ginásios. Por sua vez, o Spotify viu um crescimento de mais de 360 por cento no streaming do genérico relacionado com a temática Pokémon, intitulado “Gotta Catch ‘Em All”. Refira-se, ainda, que existem já mais de 190 mil playlists com a palavra “Pokémon” e mais de 53 mil com o termo “Pikachu”.